sexta-feira, 9 de março de 2012

Sarkozy diz que há demasiados estrangeiros em França

O Presidente francês Nicolas Sarkozy considera que há demasiados estrangeiros em França e que o sistema de integração dessas pessoas “está a funcionar cada vez pior”.

Naquele que foi o primeiro debate televisivo a contar para as eleições presidenciais, transmitido na terça-feira à noite, Sarkozy defendeu o seu plano de redução para quase metade do número de novas chegadas de estrangeiros ao país, caso seja reeleito no próximo mês.


Nicolas Sarkozy está, neste momento, atrás do candidato socialista François Hollande nas sondagens, que prevêem um triunfo de Hollande por 54%, contra 46% de Sarkozy numa segunda volta eleitoral, marcada para o 6 de Maio.


O ainda Presidente francês disse que, apesar de a imigração ser benéfica para França, que ela precisa de ser controlada de forma mais rigorosa através de regras mais apertadas nas autorizações para residência.


Sarkozy, cujo pai era um emigrante húngaro, disse igualmente querer restringir alguns benefícios pagos a imigrantes que estão no país há pelo menos dez anos.


Comentários deste género, sobre imigração e raça, são comuns por parte de Sarkozy, e dividem a opinião pública francesa. Em 2005, mesmo antes dos motins registados nos arredores de Paris, descreveu os jovens delinquentes dos subúrbios da capital francesa como “racaille”, qualquer coisa como “ralé”.


Sarkozy deixou claro que, caso seja reeleito, irá reduzir a entrada de imigrantes em França de 180 mil por ano para 100 mil e irá introduzir controlos mais apertados no acesso aos benefícios sociais.


Como Presidente, Sarkozy já pôs em marcha algumas medidas controversas, incluindo a deportação polémica de membros do povo Roma.








Fonte: Publico

sexta-feira, 2 de março de 2012

Apresentação de livro




A escritora e docente da Didáxis Escola Cooperativa Vale S. Cosme, Anabela Pinto, estará presente na Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco, no próximo dia 3 de março, pelas 17h.00, para apresentar o seu último livro O mundo está a ver – Contos Urbanos, com a chancela da Chiado Editora.


Sinopse: Se o mundo terminasse neste momento, ninguém se aperceberia. É a grande vantagem dos fins inesperados e rápidos. Acredito que cada um de nós é um bocadinho de todas as pessoas com quem nos relacionamos, para o bem e para o mal. Todas as oito personagens foram metabolizadas nas vidas de outros e todas elas são bocados de muitos outros. O que é importante e o que tentam esquecer é que o mundo está a ver.


Anabela Pinto é doutorada pela Universidade do Minho em Literatura Medieval e licenciada em Línguas e Literaturas Modernas pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Entre a docência e a paixão pelas palavras, tem como hobby criar bandas sonoras para as diversas situações da sua vida. Entre a família e os amigos, tem como vício inventar tempo para estar com todos. Entre o passar e o permanecer, tenta sugar o bom e evita sofrer de véspera. Entre a escolha do bem e do mal, fica-se pelo chocolate de diversas texturas servido em taças de formato curioso.


Fonte: Biblioteca Municipal de Vila Nova de Famalicão

Número de licenciados a emigrar aumentou 49,5% entre 2009 e 2011








O número de licenciados desempregados que anulou a inscrição nos centros de emprego para emigrar subiu 49,5% entre 2009 e 2011, de acordo com os registos do Instituto de Emprego e Formação Profissional.



O número de licenciados é reduzido face ao total de trabalhadores que decidiram emigrar, segundo os registos do IEFP, mas sugere que a opção pelo estrangeiro está cada vez mais em cima da mesa dos trabalhadores mais qualificados que se encontram numa situação de desemprego.

Em 2011, a emigração justificou o fim da inscrição de 1893 desempregados licenciados (contra os 1266 registados em 2009), de um total de 22.700 trabalhadores que deixaram de estar inscritos no IEFP porque decidiram aceitar ofertas de trabalho no estrangeiro.

Em declarações à Lusa, o presidente do IEFP, Octávio Oliveira, aconselha porém uma “leitura muito limitada” destes dados, uma vez que representam “apenas e só as anulações de candidatura a emprego realizadas pelos serviços do IEFP na sequência da declaração do próprio”.

Para o responsável, “não é significativo” o aumento da emigração entre os desempregados inscritos que possuem uma habilitação superior nos últimos três anos.

Para Octávio Oliveira, a saída de trabalhadores para o estrangeiro tem sido constante nos últimos anos e resultado de um mercado de trabalho cada vez mais globalizado.

“Mesmo em momentos de crescimento da economia nacional foi significativo o número de anulações por motivo de emigração”, disse.

“A própria emigração tem hoje uma componente de sazonalidade, sendo normal o aproveitamento de excepcionais oportunidades, com remunerações e condições interessantes”, acrescentou.

A divulgação de ofertas de emprego no espaço europeu e a cooperação dos serviços públicos de emprego tem aliás sido uma das prioridades na União Europeia, reforçou.

De acordo com os dados do instituto, a maioria dos desempregados que optam por emigrar têm entre 35 e 54 anos (55,2%) e possuem habilitações escolares ao nível do ensino secundário (24,3%).



Entre os grupos de profissões com mais trabalhadores a emigrar, estão os operários, artífices e trabalhadores similares (20,4% do total), pessoal dos serviços de protecção e segurança (12,3%) e os trabalhadores não qualificados dos serviços e comércio (10,5%).


Fonte: Publico Economia








sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012



Presidente da República preocupado com números da natalidade




2011 foi o ano com menos nascimentos em Portugal desde que existem registos. São esses os resultados do rastreio da doença do pézinho, a forma mais rápida de perceber a evolução da natalidade no país. Um problema para o qual Cavaco Silva quer alertar.


Fonte da Presidência da República revela que Cavaco Silva está muito preocupado com a actual situação de natalidade e fecundidade em Portugal. Se há menos gente a nascer, há cada vez menos gente a pagar impostos, e se a base contributiva diminuiu, diz Belém, tudo o resto tem de ser repensado.


Portugal conseguiu reduzir drasticamente a taxa de mortalidade infantil porque não consegue também subir a taxa de natalidade? O que falta? Porque não se consegue aumentar a população? Perguntas que Cavaco Silva quer ver respondidas na conferência dedicada ao tema da Natalidade esta sexta-feira, no âmbito de um roteiro sobre o futuro.


Em períodos de crise, há uma responsabilidade acrescida dos políticos. O Presidente não governa, não legisla, diz fonte de Belém, mas ao Chefe de Estado compete apontar caminhos, promover a reflexão estratégica, abrir janelas ao diálogo e pensar no país a longo prazo.


Fonte: TSF